quarta-feira, 11 de novembro de 2015
sábado, 25 de janeiro de 2014
domingo, 23 de dezembro de 2012
Chás e a Gravidez
Por trás do uso de chás durante a gravidez, existem duas questões: a preocupação a respeito dos seus efeitos sobre o bebé; e também a questão levantada pela crendice popular sobre o chá abortivo.
Existe uma concepção sobre o uso de chás para provocar o aborto, especificamente o chá de carqueja. Esta concepção não encontra nenhuma evidência científica, e nenhuma droga é derivada desta planta para fins abortivos, mesmo em situações médicas e terapêuticas.
Na verdade, o uso abusivo de chás, que por sua vez contém substâncias, tais como a cafeína, que podem atravessar a placenta, pode provocar efeitos negativos tanto na mãe, quanto no bebé, mas raramente provocam o aborto. Por isso, são um risco para a gestante.
O seu uso para estas finalidades tem grandes chances de provocar sintomas graves de intoxicação, podendo até mesmo levar à morte da mãe.
Quanto ao uso de chás rotineiros durante a gestação, é importante observar quais chás possuem efeitos benéficos e quais podem prejudicar a mãe e o bebé.
De acordo com nutricionistas, a gestante deve optar pelos chás claros, mas não deve tomá-los todos os dias, sendo que a melhor opção de chá para a gestante é o de erva doce e erva cidreira porque tem efeito calmante.
Chás que podem ser utilizados na gravidez
Chá de erva doce;
Chá de erva cidreira;
Chá de alfazema.
Chás que não devem ser utilizados na gravidez
Chá mate;
Chá de cravo-da-índia;
Chá de canela;
Chá preto;
Chá branco;
Chá verde.
Fonte: Chás e a Gravidez | Planeamento Familiar
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Carta dos Direitos Sexuais e Reprodutivos
Nem todas as pessoas sabem, mas existe uma Carta de Direitos Sexuais e Reprodutivos que tem como objectivo a promoção e protecção dos direitos e liberdades sexuais e reprodutivas em todos os sistemas políticos, económicos e culturais. Essa carta, da autoria da IPPF – Federação Internacional para o Planeamento da Família – contempla o seguinte:
1 – DIREITO À VIDA
Nenhuma mulher deve ter a vida em risco por razões de gravidez.
Nenhuma pessoa deve ter a vida em risco por falta de acesso aos serviços de saúde e/ou informação, aconselhamento ou serviços relacionados com a saúde sexual e reprodutiva.
2 – DIREITO À LIBERDADE E SEGURANÇA DA PESSOA
Todas as pessoas têm o direito de poder desfrutar e controlar a sua vida sexual e reprodutiva, no respeito pelos direitos dos outros.
Todas as pessoas têm o direito de não estarem sujeitas a assédio sexual.
Todas as pessoas têm o direito de estar livres do medo, vergonha, culpa, falsas crenças ou mitos e outros factores psicológicos que inibam ou prejudiquem o seu relacionamento sexual ou resposta sexual.
3 – O DIREITO À IGUALDADE E O DIREITO A ESTAR LIVRE DE TODAS AS FORMAS DE DISCRIMINAÇÃO
Ninguém deve ser discriminado, no âmbito da sua vida sexual e reprodutiva, no acesso aos cuidados e/ou serviços.
Todas as pessoas têm o direito à igualdade no acesso à educação e informação de forma a preservar a sua saúde e bem-estar, incluindo o acesso à informação, aconselhamento e serviços relativos à sua saúde e direitos sexuais e reprodutivos.
Nenhuma pessoa deve ser discriminada no seu acesso à informação, cuidados de saúde, ou serviços relacionados com as suas necessidades de saúde e direitos sexuais e reprodutivos ao longo da sua vida, por razões de idade, orientação sexual, “deficiência” física ou mental.
4 – O DIREITO À PRIVACIDADE
Todos os serviços de saúde sexual e reprodutivos, incluindo a informação e o aconselhamento, deverão ser prestados com privacidade e a garantia de que as informações pessoais permanecerão confidenciais.
Todas as mulheres têm o direito de efectuar escolhas autónomas em matéria de reprodução, incluindo as opções relacionadas com o aborto seguro.
Todas as pessoas têm o direito de exprimir a sua orientação sexual a fim de poder desfrutar de uma vida sexual segura e satisfatória, respeitando contudo o bem-estar e os direitos dos outros, sem receio de perseguição, perda da liberdade ou interferência de ordem social.
Todos os serviços de cuidados em saúde sexual e reprodutiva incluindo os serviços de informação e aconselhamento devem estar disponíveis para todas as pessoas e casais, em particular os mais jovens, numa base de respeito aos seus direitos de privacidade e confidencialidade.
5 – O DIREITO À LIBERDADE DE PENSAMENTO
Todas as pessoas têm direito à liberdade de pensamento e de expressão relativa à sua vida sexual e reprodutiva.
Todas as pessoas têm o direito à protecção contra quaisquer restrições por motivos de pensamento, consciência e religião, no seu acesso à educação e informação relativas à sua saúde sexual e reprodutiva.
Os profissionais de saúde têm o direito de invocar objecção de consciência na prestação de serviços de contracepção e aborto e o dever de encaminhar os utentes para outros profissionais de saúde dispostos a prestar o serviço solicitado de imediato. Este direito não é contemplado em casos de emergência, quando esteja em risco a vida de uma pessoa.
Todas as pessoas têm o direito de estar livres de interpretações restritas de textos religiosos, crenças, filosofias ou costumes, como forma de delimitar a liberdade de pensamento em matérias de cuidados de saúde sexual e reprodutivos.
6 – O DIREITO À INFORMAÇÃO E EDUCAÇÃO
Todas as pessoas têm o direito de receber uma educação e informação suficientes de forma a assegurar que quaisquer decisões que tomem, relacionadas com a sua vida sexual e reprodutiva, sejam exercidas com o seu consentimento pleno, livre e informado.
Todas as pessoas têm o direito de receber informações completas quanto às vantagens, eficácia e riscos associados a todos os métodos de regulação e fertilidade e de prevenção.
7 – O DIREITO DE ESCOLHER CASAR OU NÃO E DE CONSTITUIR E PLANEAR FAMÍLIA
Todas as pessoas têm o direito de acesso aos cuidados de saúde reprodutiva, incluindo casos de infertilidade, ou quando a fertilidade esteja comprometida devido a doenças transmitidas sexualmente.
8 – O DIREITO DE DECIDIR TER OU NÃO FILHOS E QUANDO OS TER
Todas as pessoas têm o direito ao acesso à gama mais ampla possível de métodos seguros, eficazes e aceitáveis de contracepção.
Todas as pessoas têm o direito à liberdade de escolher e utilizar um método de protecção contra a gravidez não desejada, que seja seguro e aceitável.
9 – O DIREITO AOS CUIDADOS
Todas as pessoas têm o direito a usufruir de cuidados de saúde sexual e reprodutiva, incluindo o direito:
Informação dobre os benefícios e riscos dos métodos contraceptivos
Acesso à maior variedade possível de serviços
Opção para decidir utilizar ou não serviços e para escolher o método contraceptivo a usar
Segurança relativa aos métodos e serviços ao seu dispor
Privacidade na informação e serviços prestados
Confidencialidade relativa a informações pessoais
Dignidade no acesso e na prestação dos cuidados em saúde sexual e reprodutiva
Confiança e comodidade relativa à qualidade dos serviços oferecidos
Continuidade que garanta a disponibilidade futura dos serviços
Opinião sobre o serviço oferecido
10 – O DIREITO AOS BENEFÍCIOS DO PROGRESSO CIENTÍFICO
Todas as pessoas utentes dos serviços de saúde sexual e reprodutiva têm o direito ao acesso a todas as novas tecnologias reprodutivas seguras e reconhecidas.
11 – O DIREITO À LIBERDADE DE REUNIÃO E PARTICIPAÇÃO POLÍTICA
Todas as pessoas têm o direito de influenciar os governos para que a saúde e os direitos em matéria de sexualidade e reprodução sejam uma prioridade dos mesmos.
12 – O DIREITO A NÃO SER SUBMETIDO NEM A TORTURA, NEM A TRATAMENTO DESUMANO OU DEGRADANTE
Todas as crianças têm o direito a protecção contra todas as formas de exploração e, especialmente, da exploração sexual, da prostituição infantil e todas as formas de abuso, violência e assédio sexuais.
Fonte: Carta dos Direitos Sexuais e Reprodutivos | Planeamento Familiar
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
A Sexualidade nos Adolescentes
O instinto sexual é algo que, desde os insectos ao ser humano, aparece de uma maneira extremamente forte, levando a certos comportamentos e gastando energias que só se justificam biologicamente porque tornam possível algo fundamental à vida: a propagação da espécie.
Mas, se nas espécies inferiores como os insectos, répteis ou peixes, esse instinto se inicia e acaba com o acto sexual em si, à medida que se caminha para as espécies superiores, começa a ver-se que muitas vezes o instinto também serve para criar laços ou relações mais ou menos fortes entre os parceiros sexuais. Normalmente, o objectivo é que ambos os progenitores ajudem na criação dos filhos, que é tanto mais complexa, demorada e exigente de cuidados quanto mais evoluída é a espécie.
Hoje em dia, sobretudo graças às técnicas de contracepção e também de concepção ou reprodução assistida, altamente eficazes aparecidas nos últimos 50 anos, sexo e reprodução já não andam necessariamente juntos. Convém ter presente as ideias acima expostas para podermos compreender melhor a nossa sexualidade.
Frequentemente ela é apenas sentida como uma necessidade básica de satisfazer um impulso fisiológico, ou seja, do nosso corpo.
Este impulso pode ser satisfeito, por exemplo, através da masturbação ou através de um(a) parceiro(a) casual ou pago(a) para o efeito. Mas na maioria das vezes esse “sexo pelo sexo” não é de modo algum completamente satisfatório em termos psicológicos e afectivos, ou seja, dos nossos sentimentos. Isso acontece porque, como somos seres humanos, para realizarmos ou vivermos completamente a nossa sexualidade, existe sempre a necessidade de criarmos laços ou relações afectivas e de cumplicidade com a pessoa que escolhemos como companheiro(a).
O relacionamento sexual tem assim, na nossa espécie, além da função reprodutiva, dois papéis importantíssimos: a satisfação de um instinto básico, tal como existe nos outros animais, e sobretudo, a criação de laços fortes entre duas pessoas que buscam o prazer mútuo e uma vida em comum.
Fonte: A Sexualidade nos Adolescentes | Planeamento Familiar
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Os top 8 mitos sobre a pílula… e a verdade
Um dos medicamentos mais conhecidos e receitados em todo o mundo, a pílula contraceptiva faz parte do dia-a-dia de mais 100 milhões de mulheres. No entanto, desde o seu lançamento em 1960 que a pílula tem estado envolta em dúvidas e certezas, mitos e factos. Será que o mais conhecido ainda continua a ser o mais temido? Procure as respostas para as suas dúvidas.
1. O mito:As pílulas são todas iguais.
A verdade: Existe uma enorme variedade de pílulas contraceptivas no mercado e nem todas são iguais. As mais comuns são as pílulas que contêm estrogénio e progestina, no entanto, existe outro tipo de pílula que apenas contém progestina. As diferentes marcas dos contraceptivos orais podem conter doses diferentes destas hormonas ou então libertar doses diferentes em alturas distintas na toma de cada caixa. Quando tomada de forma correcta, a pílula tem uma acção anticoncepcional excelente (cerca de 99.7% de fiabilidade) mas, como existem diferenças, estas podem manifestar-se nos benefícios e nos efeitos secundários, dependendo da marca.
2. O mito:Mulheres com mais de 35 anos não podem tomar a pílula.
A verdade: Mulheres saudáveis que não fumam podem, na maior parte dos casos, tomar a pílula até chegarem à menopausa. Para além das várias doenças associadas à dependência do tabaco, as fumadoras têm maior probabilidade de desenvolver problemas de saúde associados à toma da pílula contraceptiva. Por isso mesmo, é desaconselhada a sua toma em mulheres fumadoras com mais de 35 anos.
3. O mito:A pílula não é um medicamento seguro.
A verdade: A pílula é um dos medicamentos mais estudados e prescritos em todo o mundo, estimando-se que cerca de 100 milhões de mulheres tomam-na diariamente. Como com qualquer medicamento, existem, naturalmente, alguns riscos de saúde relacionados com a pílula, mas os efeitos secundários graves são extremamente raros. Por exemplo, é mais comum ocorrerem coágulos de sangue numa mulher grávida do que numa mulher que toma a pílula. Embora a pílula (ou uma determinada marca) não seja a ideal para todas as mulheres, por norma, é extremamente eficaz e ainda tem alguns benefícios de saúde.
4. O mito:As mulheres que tomam a pílula durante longos períodos devem fazer uma pausa de vez em quando.
A verdade: Hoje em dia não faz qualquer sentido uma mulher fazer uma pausa de um mês ou mais por ano na toma da pílula, até porque isso seria ir contra o objectivo principal da mesma. Fazer a chamada “pausa da pílula” pode aumentar a hipótese de uma gravidez não desejada, mas também pode implicar voltar a sentir os efeitos secundários que normalmente afectam as mulheres nos primeiros meses da toma – sensibilidade nos seios, dores de cabeça, náuseas, hemorragias – quando retomar a velha rotina.
5. O mito: A pílula causa infertilidade.
A verdade: Independentemente do período de tempo durante o qual uma mulher já toma a pílula contraceptiva, não existe qualquer ligação entre o medicamente e a infertilidade. A fertilidade surge quase imediatamente após a cessação da toma da pílula.
6. O mito: A pílula protege contra doenças sexualmente transmissíveis, por isso, se a toma não há necessidade de usar preservativo.
A verdade: A pílula não oferece qualquer protecção contra a contracção de VIH/SIDA ou qualquer outra doença sexualmente transmissível (DST). Nestes casos, a única forma de prevenir é utilizar sempre um preservativo, independentemente da toma da pílula ou não.
7. O mito: A pílula faz engordar.
A verdade: Este é um dos mitos mais comuns em torno da pílula contraceptiva. Estudos científicos já provaram que não existe nenhuma ligação entre a pílula e o aumento de peso. Porém, o estrogénio presente neste medicamento pode contribuir para que muitas mulheres se sintam “inchadas”, no entanto, este é um sintoma que acaba por desaparecer com o tempo. Como muitas mulheres iniciam a toma da pílula ainda muito novas, esta acaba por coincidir com as fases de desenvolvimento do corpo feminino, onde as flutuações de peso são comuns.
8. O mito: A pílula causa cancro.
A verdade: Apesar da relação entre a pílula e o cancro ainda estar a ser alvo de profunda investigação, já existem algumas possíveis conclusões acerca desta questão. Estudos efectuados dizem que a pílula contribui para a diminuição de risco de alguns tipos de cancro, nomeadamente o cancro dos ovários e o endométrio (50%) e, na maior parte dos casos, esta protecção mantém-se mesmo quando a toma da pílula é cessada. Por outro lado, a toma da pílula pode estar associada ao aumento de risco de cancro da mama, mas esta é uma questão ambígua: as mulheres que não têm filhos ou que os têm tarde, têm um maior risco de sofrer de cancro da mama e, por este motivo, é difícil determinar se a hipótese de contrair a doença está relacionada com a pílula ou com a maternidade tardia. O efeito da pílula contraceptiva no risco de cancro cervical ainda é desconhecido.
Fonte: Os top 8 mitos sobre a pílula… e a verdade | Planeamento Familiar
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Dor na 1.ª vez
PERGUNTA:
É verdade que na primeira vez que uma rapariga tem relações sexuais pode sentir dor? Que fazer para preveni-lo ou "suavizá-lo"?
RESPOSTA
Doer na primeira vez depende do relaxamento que se tem no momento e daquilo que se espera. Nota que é mais fácil "doer" muito se a pessoa estiver à espera que doa muito...
Se não se estiver com dúvidas, com medos e, por isso, tensa, não deve haver dor, nem dessa vez nem das seguintes. A dor não é normal.
Claro que pode haver alguma dor no momento da penetração, mas não durante todo o acto.
Ele foi carinhoso? Acarinhou, acariciou, preocupou-se com os preliminares?
Na tua primeira vez, garante que queres mesmo fazer isso e que o ambiente está bem - não há medos. Há carinho, há respeito.
Preocupa-te sim se doer sempre que tiveres relações.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Depilação
PERGUNTA:
Olá. Eu gostava de saber se as raparigas na sua primeira vez ou mesmo quando fazem amor das outras vezes costumam fazer depilação dos pêlos púbicos? É que se não fazem os namorados ou companheiros não sentem nojo delas ou as acham peludas?! Gostava que me tirassem esta dúvida porque se um dia quiser iniciar a minha vida sexual não sei o que vou fazer porque sou um bocado peluda em relação a isso mas também não gosto de depilação!!! Espero que me possam ajudar... Obrigada.
RESPOSTA:
Na tradição japonesa, os pêlos púbicos são tabu. Na nossa sociedade são normais.
São as mesmas modas que "decidem" que os homens se depilem (au!) que podem levar-te a ti e às tuas amigas a depilarem (au, au, au!) a zona púbica...
Não temos qualquer informação que nos garanta que os rapazes acham isso nojento... Será moda nova? Se houver boa higiene não há razão para depilar nada - a não ser as virilhas, mas isso já o é há muito tempo.
Pode ser comparado a um homem com barba (desculpa-nos a comparação) - se estiver de cara lavada, barba aparada e limpinho, tudo bem.
domingo, 25 de dezembro de 2011
Conquistar uma rapariga
Como conquistar uma rapariga com 12 anos?
RESPOSTA
A resposta à tua perguntas não tem a ver com a idade dela. Está em observares as miúdas à tua volta, em especial a que te interessa: vê o que elas fazem, que música ouvem, que filmes vêem, onde gostam de ir, de quem falam e de que falam...
De resto, as raparigas de qualquer idade gostam de rapazes meiguinhos, nada brutos, que as respeitem, que tenham humor, que lhes liguem e que sejam maduros (nada de coisas de "putos"), percebes? Quando um rapaz gosta mesmo de uma rapariga, liga-lhe e gosta realmente de estar com ela.
Truques? Fala com elas (as raparigas adoram falar de tudo e de nada - as vezes são bem chatas) e ouve-as. Pronto!
Para que ela se possa interessar por ti, ela tem de reparar em ti, ver que tu existes (e não é fazendo o pino à frente dela...). Dá-lhe os bons dias, pergunta-lhe as horas ou outra coisa qualquer. Pede-lhe uma informação, etc. Usa a imaginação! Depois de ela reparar em ti e falarem os dois, arranja modo de prolongar o contacto / a conversa (ou mais conversas). Descobre algo de interesse comum (não é fácil) ou convida-a para algo de simples, ou... Agora é contigo.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Como é que eu sei que ela gosta de mim?
PERGUNTA:
Olá. Queria que me esclarecessem uma dúvida. Como é que eu sei que uma rapariga gosta de mim? Por favor enviem-me a resposta o mais rápido possível.
RESPOSTA:
Olá, Francisco!
Como é que podemos explicar uma coisa que só cada pessoa pode sentir? Há muitos indicadores: uma atenção, um olhar, um sinal, um sorriso, um convite... Isto acontecendo bastantes mais vezes, sem ser a gozar, com respeito. Se gostares dela, retribuirás.
E como ter a certeza?
A falar é que a gente se entende. Há-de haver um momento em que se fala e aí podem esclarecer-se as coisas.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Começar a tomar a pílula
PERGUNTA:
Esta semana fui a uma consulta de Ginecologia e a médica receitou-me uma pílula que melhora o acne e regula o período... Essa pílula também resulta como contraceptivo? É que já pensei em começar a minha vida sexual... É preciso deixar de a tomar para começar a ter relações sexuais? A Dr.ª disse qualquer coisa sobre esta pilula e a vida sexual... Algo que eu não entendi bem. Gostaria de ver estas minhas "dúvidas" esclarecidas. Obrigada pela atenção...
RESPOSTA:
Sim, se a ginecologista te receitou a pílula, ela também resulta como contraceptivo, mas nada de te pores a fazer sexo só porque sim. As relações sexuais devem ser fruto de uma relação afectiva, e não sexo que se faz só para a "aproveitar".
Se deixares de tomar a pílula para teres relações sexuais, o mais certo é acabares grávida! A pílula deve ser tomada tal e qual como o médico mandou: tanto para a acne, como para regularizar o período, como para impedir a gravidez.
Notas:
(1) A pílula não impede que se apanhem doenças sexualmente transmissíveis! Para isso, só o preservativo.
(2) Se quiseres perceber bem como funciona a pílula, lê a bula (o papelinho) que ela traz.
Mais dúvidas, escreve!
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Comichões e seios assimétricos
PERGUNTA:
Olá! Tenho duas perguntas e gostaria que fossem esclarecidas, por favor! Ouvi dizer que quando uma rapariga/mulher sente muita comichão no peito é indício de uma doença - é verdade? É que é o meu caso; também gostaria de saber se é normal uma rapariga de 15 anos ter um seio maior que o outro? Por favor respondam e obrigado.
RESPOSTA:
A comichão no peito não é muito comum, e devias pôr essa dúvida ao médico.
Os seios terem tamanhos diferentes, é comum, sobretudo durante a adolescência, mas não com tamanhos muito diferentes. Aproveita, vai ao médico e fala-lhe nisso.
sábado, 17 de dezembro de 2011
Beijar bem: treinar ajuda?
PERGUNTA:
Eu já tive muitas oportunidades de beijar um rapaz, mas nunca o cheguei a fazer. Sinceramente, quando chega mesmo à altura, fico com medo e com receio de não o fazer como deve de ser. Como é que se dá um linguado??? Como posso dar o meu primeiro beijo de forma a que o impressione e não se note que é o meu primeiro beijo??? Como posso ser eu, por exemplo no meio de uma conversa, a tomar a iniciativa de beijar???
Obrigada desde já!
RESPOSTA:
Cada pessoa beijará de sua forma, como sente, como acha que é. Tu farás o mesmo. É ao beijar que vais aprender. É só por esse processo que vais mesmo aprender... Sentindo, imitando, experimentando...
Claro que podes treinar nas costas da mão, mas acredita que não é o mesmo.
Coragem, ok?
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Cálcio a menos
PERGUNTA:
Ouvi um médico dizer, no outro dia, na televisão, que os adolescentes têm falta de cálcio. É verdade?
RESPOSTA:
Não sei se foi exactamente assim que as coisas foram ditas, mas é verdade que muitos adolescentes ingerem menos cálcio do que precisam.
O cálcio é essencial nesta fase de crescimento, porque, como facilmente compreenderás, quando crescemos o que cresce são os nossos ossos. E como são feitos com muito cálcio, nesta fase de grande crescimento em altura é necessário muito cálcio. Infelizmente, como alguns adolescentes trocam o leite e derivados lacticínios por refrigerantese/ou fast-food acabam por não ingerir cálcio em quantidade suficiente. Um estudo feito nos Estados Unidos mostrou que só um terço dos rapazes e um sexto das raparigas ingere o cálcio de que precisa. Assim, é essencial beber leite, comer lacticínios, apanhar luz do sol (que ajuda a metabolizar o cálcio) e, se necessário, tomar um suplemento de cálcio.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Assédio de um amigo
PERGUNTA:
Olá. Recentemente saí com um rapaz de quem sou amiga há uma data de tempo e fomos ao cinema. A meio do filme ele começou a apalpar-me e a tentar meter as mãos nas minhas calças. Fiquei furiosa e dei-lhe um estalo. A partir daí ele não pára de me chamar nomes e dizer mal de mim aos outros rapazes da turma. O que é que eu posso fazer?
RESPOSTA:
Acho que fizeste o que devias ? mostrar-lhe que no teu corpo quem manda és tu. Se ele não compreendeu de outra maneira, acho que o estalo foi um bom argumento. Ele é que é um pateta e um fraco, embora esteja a tentar mostrar "folha de serviço" aos amigos ? ele é que falhou, não te esqueças disso. Fizeste o que devias e ignora-o. Se ele perceber que não ligas nada ao que ele anda a fazer deixa de te perseguir. Se não, diz aos teus amigos que ele se portou como um idiota e que anda com essa conversa porque está frustrado e ressabiado. Vais ver que as coisas viram logo. Respeitares os outros e fazeres-te respeitar é um valor essencial na gestão da tua sexualidade.
domingo, 11 de dezembro de 2011
Alterações no ânus e na vagina
PERGUNTA:
Alguns dizem que sim e outros que não, mas eu gostava de saber a verdade. O ânus e a vagina alargam com as relações sexuais???
RESPOSTA:
A vagina é naturalmente elástica, e quem normalmente acha ela fica mais larga são as mulheres que deram à luz. Contudo, habitualmente volta ao normal e existem exercícios específicos para apressar esse processo.
O ânus, envolvido na prática de sexo anal, tem uma espécie de músculo em forma de anel que o fecha, sendo que o ânus "abre" automaticamente quando se defeca. Esforçar, alargaando "à força" o orifício pode causar danos no esfíncter que o fecha, que poderá eventualmente passar a fazê-lo mal - e, assim não cumpre bem a sua função primeira.
Pode acontecer que surjam hemorróidas (dilatações dolorosas das veias dessa zona - uma espécie de "varizes")
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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Anatomias
PERGUNTA:
A minha dúvida é a seguinte: Eu queria saber se os meus "pequenos lábios" são normais; um deles é muito mais comprido do que o outro e é bastante escuro na ponta. Eu sou branca mas na ponta do meu lábio pequeno (que é bastante maior que o outro) é bastante escuro! É normal?
RESPOSTA:
O que nos dizes é normal. Sabes, nós não damos muito por isso, mas no nosso corpo não somos 100% simétricos. O mesmo se passa com os lábios da vagina.
Quanto à pele ser mais escura, também é normal. É uma pele "diferente" e a sua tonalidade mais escura é uma das suas características.
Não te preocupes.
Preocupa-te com borbulhinhas, pruridos, comichões e coisas assim...
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
A primeira vez
PERGUNTA:
Eu sou ainda virgem, mas não por falta de oportunidade, já por algumas vezes (4) que tenho a oportunidade de fazer amor com a minha namorada e tudo corre bem... Até à hora H, onde simplesmente perco a erecção por completo, puff... Vai-se, é só chegar a altura de meter o preservativo, chego a metê-lo e depois pimba, não há nada para ninguém...
(Que faço?) não sei o que se passa comigo, eu amo a minha namorada, ela diz que não faz mal, deve acontecer a muitos, mas não acredito que ela não esteja já um pouco farta da situação e eu começo a duvidar das minhas capacidades de homem, da minha virilidade, coisas destas só devem acontecer a velhos de 70 anos, ou nem a esses... QUE FAÇO? Começo a ficar "desesperado" com esta situação, não sei se tem a ver com nervos, se tem a ver seja com o que for... Mas ajudem-me, esta treta já me fez chorar, coisa que não acontecia há muitos e bons anos!!!
Ajudem-me por favor, um conselho, uma dica, qualquer coisa que me ajude a resolver esta situação eu agradeço...! Obrigado pela vossa atenção.
RESPOSTA:
Muito directamente: estás a entrar cada vez mais em parafuso de cada vez que te angustias com a situação. Se continuares a focar dessa maneira a tua atenção na falha, nunca vais conseguir mais nada senão desesperares e achares que não és capaz.
Tenta ver as coisas assim: Tu és uma pessoa que está a ser vítima da pressão social (que está muito presente na tua cabeça) para toda aquela imagem da primeira vez perfeita, e do papel dominante do rapaz nessa primeira vez. Estás preocupadíssimo com o teu desempenho. É normal. Olha que problemas de falta de erecção e de "é tão bom, não foi?" há para aí às carradas (e não é preciso ter 70 anos).
Sabes, praticar sexo é como quase tudo na vida: quanto mais se "treina" melhor fica e melhor é. Antes de saberes escrever bem, começaste por desenhar letras; antes de andar de bicicleta, andavas aos tombos. A primeira vez (de tudo) nunca se sabe bem como se faz e como é.
Com o sexo é o mesmo.
Parece-me que tens uma namorada às direitas, que não se importa com uma coisa que É NORMAL! Se perdes a erecção depois de pores o preservativo (rapaz sensato!), é porque é nesse momento (antes da penetração - que tu vês como o teu exame final) que não tens confiança em ti.
Se és carinhoso, brincas, acaricias e beijas sem dramas (acho) é porque NÃO ESTÁS com medo de falhar nisso. Também beijaste uma primeira vez, certo? E outra, e outra...
A primeira vez NEM SEMPRE é uma boa (muitas vezes NÃO É, por que é o início de uma aprendizagem).
Será que tens medo de algo mais? Que ela, apesar de tudo engravide? Que vocês acabem e que venhas a ter problemas? Se é isso, tens de resolver essas questões antes. Olha que o preservativo é um método muito seguro.
Resumindo:
1 - Se não tens dúvidas de que queres ter relações com ela.
2 - Se não tens outros medos.
3 - Se tens confiança em ti.
Dá-te uma chance de o provares. Vai com calma, deixa as coisas acontecerem.
1 - NÃO COMECES a pensar em falhas quando colocas o preservativo.
2 - Pensa: "Eu amo-te, eu quero-te. Eu vou dar o meu melhor e vou SER EU, o melhor que sei - EU, que quero ser melhor e ser bom para ti."
3 - Baixa as expectativas. Pode não ser uma primeira vez fabulosa, mas é o princípio de muitas vezes cada vez melhores!
4 - Depois de colocares o preservativo não tentes logo a penetração, faz mais umas carícias, uns beijos, retoma a confiança (e a erecção).
TEM CONFIANÇA EM TI (em vocês) E BAIXA AS EXPECTATIVAS.
Tudo de bom!
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Sexualidade
A sexualidade, nos seus diversos parâmetros
A sexualidade humana é uma das competências mais interessantes e alargadas das funções vitais, pelo que não deve ser em nenhum caso resumida de uma maneira simplista a relações sexuais e muito menos ao uso do preservativo, como às vezes acontece.
De facto, a sexualidade compreende várias vertentes - afectos, comunicação, companhia, partilha (incluindo a do corpo e a da alma), reprodução, amizade e tantos outros aspectos. Não estranha pois que, ao incluir áreas tão fundamentais, a sexualidade seja, paralelamente à alimentação, um dos instintos mais básicos e determinantes da sobrevivência.
Não estranha também que o ser humano seja um ser dotado de uma sexualidade muito evidente, que se manifesta desde o primeiro momento de vida, e é exercida até ao fim. Poderá não ser expressa, evidentemente, do mesmo modo, da mesma maneira ou com os mesmos ritmos, mas é do cruzamento das diversas curvas sinusóides das vertentes mencionadas acima que se vai construindo os diversos equilíbrios, ao longo da vida, permitindo viver o conjunto da sexualidade de uma maneira harmoniosa, tranquila e gratificante. Muitas vezes, infelizmente, tal não acontece e, seja como for, a construção desse equilíbrio requer muita "maestria", já que a instabilidade, as dúvidas e os conflitos internos e externos, os riscos e os perigos são uma regra quase geral.
O namoro
O namoro é um dos pontos mais interessantes da vivência da sexualidade e pode (deve) ser vivido em todas as idades. Se é, quanto a mim, ridícula a insistência actual de muitos adultos em tentarem atribuir namorados e namoradas a meninos de 3 e de 4 anos (ou mesmo de 8 e 9), a palavra namorar é das mais expressivas e tem vários significados - de facto, (...) "namorar" pode significar: acotiar, agradar, apaixonar, apetecer, arrulhar, atrair, azeitar, cativar, catrapiscar, chamar, cobiçar, cortejar, derriçar, desejar, embelezar, enlevar, falar, flertar, galantear, graxear, namoricar, prosear, rampanar, rascar, rentear, requebrar, requestar, sapecar, seduzir, servir, simpatizar, tourear (in Enciclopédia ?Educar Adolescentes? ? Lexicultural).
Muitas noções poderíamos tirar destes sinónimos, alguns deles verdadeiramente inesperados, mas uma coisa é certa: namorar implica desejo, atracção, cobiça, e todo o processo de "conquista" ("catrapiscar"?!?) do ser amado, que passa por galantear, cativar ou até, segundo o dicionário, por "dar graxa" (azeitar... graxear...)? e também exercer a arte da sedução, uma das artes mais nobres e mais fascinantes (e também mais divertidas) de que o ser humano é capaz. Já a expressão "tourear", confessamos que deverá sempre ser considerada como estando por acaso, pois embora comum na "arte de namorar", não expressa geralmente relações muito transparentes e honestas? mas enfim. Dicionário é dicionário?
Conquistar e ser conquistado - o jogo da sedução
Voltando atrás, há uns milhões de anos (dados surgidos no início de Dezembro de 2002 apontam já para 6 milhões de anos...), quando as raparigas atingiam a menarca e tinham pois a sua primeira menstruação, ficavam capacitadas para ser mães. Os rapazes, por sua vez, ao terem as primeiras ejaculações, eram potenciais pais. Mas se durante alguns milénios, provavelmente, as relações reprodutivas terão sido (com o são ainda em alguns pontos do Planeta) diferenciadas dos afectos, rapidamente as coisas começaram a evoluir no sentido da monogamia (que, repetimos, não é "lei corrente" em muitos pontos e em muitas sociedades e pessoas, sem que possamos fazer sobre isso quaisquer juízos de valor, éticos ou outros). O sentimento de poder masculino, associado ao "ter" (ter "pilinha", leia-se), acasalou bem com o sentimento de "não ter", com o complexo de castração das mulheres, com afinal o culto do "ser" (e às vezes do "parecer"). Eles a quererem conquistar, elas a quererem deixar-se conquistar. Estavam na mesa todos os ingredientes necessários ao jogo ? a um grande jogo.
Por outro lado, estando também na mesa responsabilidades grandes - como o de escolher o pai ou a mãe dos filhos, o companheiro ou a companheira de uma vida e, tantas vezes, o herdeiro ou herdeira de fortunas, bens, terras ou outras coisas semelhantes, bem como a integração na família, no clã, na tribo ou na comunidade - a escolha prévia ao "acasalamento" passou também a ser mais elaborada e a envolver muita outra coisa. Acresce que a chamada "lei do mais forte", que através de várias formas afastava os potenciais concorrentes até deixar o que, geralmente pela sua força física, se conseguia impor, perdeu muita da sua validade - a astúcia, o poder de sedução, o charme (e tantas outras coisas) começaram a ganhar valor. Bem como os verdadeiros afectos e sentimentos.
É assim que surge o namoro - uma fase que começa, muitas vezes, sem se saber muito bem porquê e que evolui com diversos ritmos e desenlaces. De facto, não se sabe muito bem o que, numa pessoa, atrai outra - provavelmente muitos factores, também eles valorizados conforme a personalidade, as expectativas e os desejos e prioridades de cada um. As feromonas, espécie de hormonas sentidas a larga distância pelo nariz, têm o condão de atrair - a ciência explica isso. A beleza (e há tantos conceitos diferentes de beleza, de graça, de ser-se "giro" mesmo se feio, etc, etc), a inteligência, a ternura, a simpatia, o humor, o feitio, a elegância (no corpo e na maneira de ser), enfim, são alguns entre tantos e tantos ingredientes que provocam a atracção e o desejo de conquistar o outro ou a outra.
Depois deste primeiro click, segue-se outra fase: a da confirmação da escolha, que terá que passar por um melhor conhecimento dos pontos fracos e fortes da pessoa amada. Mas o pior é que a paixão e o desejo de conquista, pela sua natureza "transitoriamente patológica", faz muitas vezes (provavelmente sempre) perder a noção crítica e a lucidez - uma pessoa apaixonada não tem os pés na Terra, para ela só o outro existe, e o mundo e as pessoas são algo que perdeu totalmente a prioridade e o valor.
A procura das "certezas"
Outro aspecto importante no início do namoro é tentar ter a certeza, não apenas de que aquela pessoa é a pessoa amada, como a de que as outras que ficaram de fora (mas perto) não são também pessoas amadas, pois para quem começa a desenvolver sentimentos afectivos que nunca experimentou (e se calhar ao longo de toda a vida isto acontece?), é por vezes difícil ter essa certeza. Um dia parece ser aquela pessoa, mas no dia seguinte parece ser a outra. Só que os compromissos que se assumem com uma, excluem à partida (pelo menos nas sociedades ocidentais) compromissos de timbre igual com as outras.
Uma vez tida essa certeza - seja ela mais duradoura ou menos duradoura, mais firme ou menos firme -, "as coisas começam a aquecer", pois o passo seguinte é ser correspondido. "Apenas isso"? mas o "isso" é tanto e às vezes tão penoso!. A gestão desta fase é tremendamente difícil e, em caso de um desenlace negativo, pode dar azo a grandes traumatismos, sentimentos destrutivos da auto-estima e do auto-conceito, e regressões a vários níveis, designadamente uma grande desconfiança e insegurança quanto à capacidade de "conseguir" - o "desempenho" é um dos fantasmas que sempre acompanha os adolescentes, nas suas relações amorosas.
Diga-se também, que tudo isto se passa, pelo menos ao princípio, em linguagem codificada - corporal, falada ou outra -, mas codificada. Há quem avance logo com os termos e os propósitos, sem estar com "rodriguinhos", mas é raro e ainda mal visto. O jogo da sedução é um jogo de interpretações e de sugestões. E tantas vezes, sobretudo para quem é inexperiente (como é o caso dos adolescentes) ou quem não tem grande jeito ou aptidões para estas coisas, as sugestões podem ser mal interpretadas e as interpretações mal sugeridas. Se ela sorri para mim, que fazer? Será que sorriu porque se lembrou de uma coisa engraçada? Será que sorriu porque estava bem disposta? Será que sorriu porque teve um espasmo do músculo risorius? Ou porque até achou piada ao que eu disse, mas não mais do que isso? Ou, pelo contrário, isso e muito mais? Como saber? E se avanço, como quem fez a interpretação mais correcta (leia-se, a que me convém), que fazer se ela diz para eu ir "dar uma curva", que estou a meter-me e que vai chamar alguém e acusar-me de assédio? Ou que, simplesmente, estava a sorrir para o parceiro do lado, eu é que deveria estar estrábico? mas pode ser, mesmo que numa ténue hipótese, que me diga que, sim, que era para mim o olhar dela, porque também se sente atraída.
É neste jogo de parada alta, de grandes inquietações e indefinições, de registos muito subtis e indefinidos que os adolescentes têm que (sobre)viver. Mas é esse mesmo jogo, com todas as vitórias e derrotas, penaltis e cartões amarelos, aplausos e vaias, que vai permitir um enfoque mais certeiro e uma visão cada vez mais lúcida do que se quer, do que se pretende e, sobretudo, do que é possível face ao que se desejaria se fossemos nós a formatar o mundo e as pessoas. Mas se calhar, estaremos enganados - a realidade do século XXI não deixa aos adolescentes a hipótese de perguntar, tímida e inocentemente, ruborizando-se só de pensar nisso "então, qual é a tua música preferida?", mas sim, porventura, de modo directo e incisivo: "então, qual é o teu preservativo preferido?". Mas isso não é namoro, pelo menos no sentido de que estamos a falar. Pode ser uma atitude muito "pragmática" mas mais nada do que isso.
A fase da "manutenção"
Depois de começado o namoro, há uma fase de aprofundamento relacional e dos conhecimentos. A descoberta do corpo da pessoa amada e das potencialidades do nosso próprio corpo com a pessoa amada, o cotejar de pontos positivos e negativos, interesses e desinteresses, defeitos e virtudes, contribui para a constante avaliação dos ganhos e perdas e para a resposta à "velha questão": "valerá a pena?". Esta avaliação é tanto mais complicada quanto é frequentemente pontuada, quer com os desafios externos, de outras pessoas que também se perfilam no horizonte e que também querem entrar no jogo da conquista - pessoas já conhecidas ou novas -, quer com os comentários dos "outros" (família, amigos, colegas).
E se, em alguns casos, mesmo com "acidentes de percurso", arrufos, amuos e zangas (mas com o momento inesquecível e indescritível do "fazer as pazes"), as coisas evoluem na tranquilidade e no sentido da estabilidade - pelo menos durante algum tempo -, noutros o namoro acaba por ser uma fase de constantes altos e baixos, uma sinusóide que leva a um grande sofrimento, conflitos e desânimos, os quais desvirtuam o verdadeira intenção do namoro: o preparar uma solução estável com vista a um futuro comum.
Pais, família, amigos e companhia
Se o namoro é uma coisa para ser fruída a dois, com todo o encantamento que tem essa relação privada e quase mística, não é menos verdade que vivemos em sociedade e que as pessoas não são eremitas, mesmo quando parecem viver no nirvana ou no limbo. E quando outros valores, para além dos afectos e do amor, entram em jogo - "mas de que família é que ela é, afinal?", "vamos a ver a quem vão parar os nossos bens?", "não me parece que seja a melhor pessoa para ser mãe dos nossos netos!", "ele tem cara de quem trabalha pouco e vai querer explorar a nossa filha!" - e tantas outras coisas semelhantes -, o "caldo" corre mais risco de "se entornar", surgindo provas de forças, desaguisados, incompreensões, mal-estares, chegando muitas vezes ao ponto de pré-ruptura ou mesmo rupturas, o que só agrava ainda mais as coisas.
Quantas vezes os pais (e os restantes adultos) confundem as escolhas do adolescente com as suas próprias escolhas - não lhes é pedido que gostem da pessoa escolhida pelos filhos, mas tão só que respeitem a sua escolha. E se existe algo que verdadeiramente incomoda os pais relativamente à namorada ou namorado dos filhos, claro que têm o direito de expressar essas dúvidas (sobretudo se se referirem a algum dado grave) mas com calma e sempre pensando que, em caso de "esticarem a corda", o filho optará quase invariavelmente para o lado do seu amor. O caso contrário pode acontecer: os pais simpatizarem tanto com a pessoa escolhida pelos filhos que mesmo quando as coisas começam a esfriar e a seguir o rumo natural dos acontecimentos (ou seja, encaminhando-se para um fim que convém não ser demasiadamente agónico e prolongado) eles insistem no namoro e defendem-no com "unhas e dentes", mais do que o próprio interessado.
Outro aspecto ainda, sobretudo no princípio do namoro, é a enorme susceptibilidade e sensibilidade dos apaixonados - qualquer comentário menos positivo (mesmo que justo e factualmente verdadeiro) pode causar um pé-de-vento de incompreensão. Não quer dizer que os pais se calem, mas que tenham o bom senso de só dizer o que for estritamente necessário, não se esquecendo que os apaixonados, por definição, vivem na estratosfera e não entendem a linguagem dos terráqueos.
Ainda um conselho: não vale a pena dar demasiada importância aos namoros dos filhos, sobretudo no início e quando são os primeiros. É terrível ver pais a darem um relevo a namoricos que são quase "condutas experimentais", como se se tratasse já de uma coisa definitiva, envolvendo os avós, os tios e sei lá mais quem. Até uma certa idade, esses "namorados" deverão ser considerados como amigos e ficar por aí. Isso evita que haja "hipertrofia" de coisas menores e que, se o namoro acabar, o acontecimento passe a ser um autêntico "problema nacional". Deixa também aos adolescentes a margem de manobra necessária para gerirem da melhor forma o namoro, nos vários aspectos relacionais, incluindo poder pôr-lhe um fim, sem demasiada dor.
Este é uma vertente que os pais têm também que considerar: os receios, riscos, perigos e realidade das doenças de transmissão sexual, da infecção pelo VIH, da gravidez, não devem centralizar as suas preocupações e factores de interesse exclusivamente nessa área. A sexualidade é um fenómeno plurifacetado e que têm a ver com afectos e sentimentos. As relações sexuais são fundamentais nesse processo e é natural que, a páginas tantas (às vezes no "prefácio", às vezes só no "epílogo"), o processo de descoberta do corpo e da alma acabe por terminar nas relações sexuais. É bom os adolescentes estarem prevenidos e serem conhecedores dos métodos anticonceptivos e preventivos das situações de perigo - mas espera-se que os pais tenham tido, ao longo de toda a vida, uma acção pedagógica gradual que evite ter que chamar os filhos, à última da hora e sobre os acontecimentos, para uma conversa "sobre abelhas e flores".
O fim do namoro... ou não...
Os namoros podem ou não ter fim. Por vezes acabam por desistência de um ou dos dois interessados. Com maior ou menor sofrimento, de uma ou de ambas as partes, mas sempre com a necessidade de fazer um luto, porque o fim de uma relação, mesmo que por mútuo acordo e/ou com sensação de alívio, é sempre uma perda e exige um período de reflexão e de balanço. Não fazer esse luto é perigoso, porque ele virá, inexoravelmente, mais tarde, podendo cair como uma assombração sobre uma relação posterior.
Outras vezes o namoro evolui para um relacionamento estável e permanente, com vivência em comum, casamento ou seja a forma que for, filhos, etc. Mas mesmo nesses casos - ou até sobretudo nesses casos -, é bom que o namoro continue. Sempre. Namorar é bom e é um factor protector. Mesmo com filhos pequenos, mesmo com filhos menos pequenos. A relação "horizontal" entre duas pessoas deve sempre manter-se e é independente dos outros relacionamentos e afectos que possam existir. E não há idades fixas nem limitativas para namorar? porque o namoro, no que tem de sonhador, de reconfortante, de bom, é necessário e um bálsamo para qualquer idade.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Sexo tântrico
Há já algum tempo que se ouve falar em sexo tântrico e nas supostas maravilhas sensoriais que provoca em quem o pratica. Mas, apesar de muito se debater o assunto, poucos são os que realmente sabem do que se trata. Se quiseres aprofundar os teus conhecimentos, não pares de ler!
Tantra é o nome dado aos antigos textos de tradição oral do período pré-clássico da Índia, isto é, de há mais de 5000 anos. Mais tarde, alguns desses textos foram escritos e tornaram-se livros ou escrituras secretas do hinduísmo.
Na época de origem do Tantra, a Índia era habitada pelos darvixes, cuja sociedade e cultura eram matriarcais, epicuristas e não repressoras. Por isso, passaram à história como um povo tântrico, já que essa filosofia é caracterizada principalmente por essas três qualidades.
O Tantra, o Sámkhya e o Ioga são três das mais antigas filosofias indianas e as suas origens remontam à Índia do período darvíxico. Talvez por isso tenham mais afinidades entre si do que cada uma delas com qualquer outra filosofia surgida posteriormente.
A proposta do Tantra é promover o autoconhecimento e evolução interior partindo do prazer. Ou seja, é uma exploração tão intensa do prazer físico que acaba por extrapolar os seus próprios limites, transbordando para um "orgasmo espiritual" ou estado de graça.
Confuso?
Não é assim tanto. Vamos por partes!
Para quem não está familiarizado com o acto em si, o sexo tântrico pode soar a algo como "tortura". Afinal, o pouco que se diz sobre o assunto é que é uma espécie de processo de prolongamento do acto sexual sem que haja necessidade de se atingir o orgasmo.
Então por que razão terá tantos adeptos?
Porque o sexo tântrico não é apenas isso. No fundo, essa é só uma pequena parte de uma filosofia muito mais abrangente, que requer uma mudança profunda no modo de vida e na forma de encarar o sexo.
Tantra significa "instrumento de expansão". É um processo que deve ocorrer nos planos mental, espiritual e físico. O objectivo é atingir a realização pessoal e espiritual. E o sexo entra como um ritual sagrado de troca de energia.
Mas como é possível misturar-se sexo e espiritualidade na mesma história?, poderás perguntar…
Bem, temos de compreender que esta forma pudica de encarar a sexualidade é algo característico do mundo ocidental. Basta recordar que o "livro dos livros" sobre sexualidade (o Kama Sutra) foi escrito no século IV pelo nobre hindu Vatsyayana.
Mas para que haja esse envolvimento espiritual no acto sexual, o Tantra defende que é preciso haver uma entrega total, com total confiança no parceiro. É também verdade que as pessoas envolvidas têm de ter uma atitude especial, pois é requerida uma grande sensibilidade e sentido de requinte para assimilar os segredos do Tantra. É mesmo necessário que os candidatos a atingir semelhantes níveis de prazer vejam a sexualidade como uma arte.
Afirma-se ainda que quem se queira dedicar à prática do sexo tântrico terá de deixar para trás os denominados "pecados tântricos": o ciúme e a possessividade.
Isto porque a filosofia do Tantra ensina que o corpo é um templo, o sexo é sagrado e não existem fronteiras entre corpo e espírito.
A relação tântrica começa com um ritual de preparação do ambiente e longos preliminares. Como o orgasmo não é a meta, o Tantra ajuda a combater a ansiedade, eliminando os objectivos tradicionalmente imediatos do acto sexual e convida os amantes a abandonarem-se ao encontro, a entregarem-se e manterem-se completamente presentes, com os sentidos e a atenção despertos.
Mas, para chegar ao nirvana é necessário que o homem não ejacule e que a mulher retarde o orgasmo. Nem todos os que tentam conseguem, pois isso exige níveis de concentração e autocontrolo, que podem ser atingidos através de preparação física e espiritual.
Os praticantes são aconselhados a seguir uma alimentação equilibrada, a não beber e a não fumar - a saúde do corpo está intimamente ligada ao desenvolvimento do espírito. Os adeptos reaprendem a respirar, a alinhar a postura e a aumentar a capacidade de concentração.
Depois basta deixar a energia pulsar de baixo para cima e não no sentido contrário. Ou seja, muitos casais, quando estão em pleno acto sexual, utilizam fantasias para se estimularem e deixam que a energia da mente flua para a zona pélvica. Mas, com o Tantra, passa-se o contrário.
É o próprio acto em si que deverá enviar energias sexuais para o corpo todo, convertendo-o num pólo de sensibilidade. Assim, qualquer parte do corpo sentirá prazer como se fosse um extenso órgão sexual que cobrisse toda a amplitude do corpo e da mente.
Nesse estado, basta um toque na pele, um beijo ou a sensação da respiração do parceiro para desencadear experiências sensoriais e de envolvimento inimagináveis.
E é disto que se fala quando se menciona o factor longevidade do acto sexual através das técnicas do Tantra.
Mas, como já percebeste, “ser tântrico” exige sinceridade, honestidade, desprendimento. Não é apenas mais uma posição do Kama Sutra.
É uma filosofia de vida!
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